A vida no Modo Repeat

 

A vida no Modo Repeat

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Não gosto de falar muito sobre o tédio. Eu sempre acho que, ao tocar nesse assunto, atraio mais tédio ainda. Mas quebrarei a tradição e abordarei esse troço que vem me incomodando. Pra ser mais exato, no sentido profissional. Sabe aquela sensação de estar fazendo a mesmíssima coisa de, sei lá, cinco anos atrás? Pois é…

O título do meu cargo continua o mesmo. O salário, se considerarmos a inflação, idem. Nada de novo no horizonte. E de forma alguma a culpa é de quem me contratou. É minha mesmo. Acredito no determinismo, de que o curso das coisas, em sua imensa maioria, pode ser alterado por nós mesmos. Se não mudou, é porque falhamos em algum ponto da caminhada. Em vários pontos, pra dizer a verdade. Acomodação, medo de provocar a mudança, arriscar tudo e não ter nada de volta? Certamente.

Vejo pessoas bem menos espertas do que eu conseguindo coisas que, no momento, eu só teria em sonhos. Apesar de eu me “achar melhor” do que elas, sei muito bem que fizeram a lição de casa direitinho, mantendo a coerência de suas carreiras, com seus MBAs, especializações, networkings, puxa-saquismos, essas coisas… Ponto pra elas, merecem pelo jeito, independente de minha opinião. E eu, bem, continuo o carinha que procura fazer as coisas certinho, sem empreender o tal plano de carreira fundamental nesse mundão.

Tem me dado um tédio imenso brincar de Dèja Vú no campo profissional. O que antes foi desafio se tornou lugar comum. E trabalho chato não existe, a gente é que se acomoda. E cá estou eu, querendo inventar uma maneira de fugir do lugar comum, sem concluir coisa alguma.

E eu aqui, vendo até mesmo o dono desse blog pra onde escrevo (para não ficar tão chato a minha vida) se dando bem.

Mas já é um belo começo botar no ar, público, esse tipo de questionamento. Pra mim e, quem sabe você, que talvez esteja passando pelo mesmo tipo de situação, atualmente no modo repeat.

Mudanças acontecem. Até no mesmo lugar de sempre, vejam só. Basta querer. E eu quero, ora essa.

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