6 mentiras deslavadas sobre as mulheres que te fazem aceitar

6 mentiras deslavadas sobre as mulheres que te fazem aceitar

mentiras

Já foi mostrado em outros estudos como alguns estereótipos grosseiros e absurdos foram provados como falsas pela ciência. Mas, para não deixar que as novelas tenham a última palavra sobre as diferenças entre gêneros, devemos dizer que muitas coisas sobre mulheres “que todo mundo sabe” simplesmente não são verdade, de acordo com a ciência. Confira as 6 coisas que todo mundo (acha que) sabe sobre as mulheres (Que Não São Verdade):

A partir de agora, as mentiras sobre mulheres foram desmistificadas pela ciência!

#1. As mulheres são a maioria das vítimas em violência doméstica

Fazer piadas sobre este assunto é tão maneiro quanto fazer piadas de genocídio. Então, para evitar que a Maria da Penha baixe por aqui, pularemos a hilaridade e vamos direto no estereótipo da esposa abusada. Quando se relata sobre uma pessoa batendo na outra, dentro da própria casa, logo pensamos em homens batendo em mulheres. E é por isso que todo mundo acredita na estatística de espancamentos subindo aos céus em domingos de campeonato. Homens são maiores, mulheres mais fracas. Homens são mais agressivos, violentos, tendentes ao ciúme e as mulheres as vítimas usuais. Tipo a metáfora do pintcher o do pitbull, conhecem? Obviamente que não…

No entanto:
Uma pesquisa revelou que ‘As mulheres são as mais capazes de abusar, perseguir e atacar seus parceiros’. E você achando que eram os homens, né? Há, literalmente, centenas de estudos científicos com milhares de casos analisados para apoiar essa asserção. A evidência é clara: quando o casal parte para a violência física, é comum que a mulher ataque o homem primeiro.

E aí Internet? Qual é o nome desse fetiche?

Considere esse trecho de um estudo de Straus e Ramirez: “Quando só um parceiro era violento era duas vezes mais provável que fosse a mulher ao invés do homem. Mais, em termos de agressão severa mulheres eram duas vezes mais prováveis de serem violentas que os homens.” Puta merda moças. Hora de esfriar um pouco essa cabeça.

Se você está se perguntando porque nunca ouviu falar disso antes, há o fato óbvio que homens são maiores e, portanto mais propensos a machucar mulheres. Outra hipótese é que, provavelmente, os homens não prestam queixa na delegacia sobre os ataques físicos. As mulheres sim. E, por alguma razão, homens realmente não querem falar sobre como uma mulher de 55 quilos quebrou o seu pé. “Foi um Hitler. Não, não… Três Hitlers”.

É a velha historia de sempre. O estereótipo persiste porque temos vergonha de não nos conformamos com ele. Nossa, que deprimente.

Nota do tradutor: Malvadas… Hum…. Melhor eu tomar cuidado.

Nota séria: Esses estudos foram feitos em países desenvolvidos. Não acho que essa estatística seja tão válida no Brasil. Mas já ouvi falar de mulheres abusivas por aqui. Será que o desenvolvimento social inclui a distribuição igualitária de violência entre os sexos? (Reflita)

 

#2. Mulheres não são boas de matemática

Este não é tão escrachado quanto os outros da lista, mas está aí. Se você olhar as pessoas que seguram a maior parte dos empregos científicos, tecnológicos e de engenharia, você será tentado a perguntar, “Onde estão as garotas?”. Quem já passou um tempo num laboratório de matemática numa universidade, departamento tecnológico corporativo ou firma de engenharia notará uma preponderância de caras com braços finos, camisas engraçadas e coleções de Tron. E muito poucas mulheres.

Essa falta de mulheres nos campos de ciência e tecnologia criou a ideia de que, talvez, as mulheres não sejam tão talentosas ou interessadas nessas áreas quanto os homens. Ou, mais especificamente, elas não sejam tão boas em matemática, que é meio que o suporte para todo o esculacho do feminino.

Se você não é boa em matemática, você será uma cientista bem ruinzinha, né? E se mulheres não são bem representadas em ciências, não é lógico que elas não sejam habilidosas em matemática?

No entanto…
Janet Hyde da “University of Wisconsin-Madison” compilou notas de testes de matemática e resultados de SATs de mais de sete milhões de estudantes, e encontrou nenhuma diferença entre as notas de machos e fêmeas. Então, se garotas têm uma qualidade matemática igual a das suas contrapartes testiculadas ao fim do segundo grau, porque elas não se deslocam para carreiras cientificas em maiores números?

Fala professora…
Bem, ninguém realmente sabe. Mas agora, a maioria dos pesquisadores está se virando para causas ambientais e sociais. Um estudo recente descobriu que professoras de segundo grau infundem suas próprias ansiedades sobre matemática nas suas alunas, gerando uma crença de que garotos sempre serão melhores em matemática do que garotas.

Outra explicação potencial é ameaça a identidade social. Esse é um fenômeno onde o conhecimento do estereótipo faz você falhar – validando o estereótipo. É como o romance Ardil-22 só que com peitos. De qualquer maneira, na próxima vez que você for impressionar uma garota com seus conhecimentos de isótopos e equações quadráticas, lembre-se que é possível que ela seja melhor nessa merda do que você. Calcule isso espertalhão.

Nota do Tradutor: Tive excelentes professores e professoras de matemática.

 

#3. Apenas mulheres sofrem com os corpos ideais perpetuados pela mídia

Mulheres perpetuamente reclamam da impossibilidade de se equipararem aos corpos femininos representados pela mídia. Existem uns oito bilhões de periódicos direcionados às mulheres, e cada um deles tem uma adolescente magra com dentes perfeitos, bunda gostosa e nenhuma celulite. Elas estão todas lá na banca do caixa de supermercado, sorrindo para todos… Vacas.

Colocando de lado as reclamações e ereções no caixa, não é nossa culpa a mídia estar apresentando essa fotografia de photoshop sobre como as mulheres deviam ser, ou o fato das mulheres reais estarem acreditando. Se as senhoritas não possuem o bom senso para perceber a enganação, então talvez não é a toa que caiam ante à doenças debilitantes de imagens corporais.

No entanto…
Homens estão começando a sentir exatamente as mesmas pressões para parecerem perfeitos
. Um recente estudo comissionado por Harvard descobriu que 25% das pessoas com distúrbios alimentares, como anorexia e bulimia, são homens. “Olha para aquele marombado escroto. Como um homem de verdade pode competir?”.

O efeito que esses retratos midiáticos têm é real e a imagem corporal pulou barreiras de gênero, portanto colem isso nas suas caras afiadamente definidas e super bronzeadas, homens. Pesquisas mostram que uma fração crescente de caras acredita que o único físico masculino atraente é um extremamente muscular, e como Atlas, eles levantarão mundos para obtê-lo.

Tipicamente, isso envolve o consumo de altas quantidades de proteínas, obsessão com o peso e malhar tanto que interfere com os outros aspectos das suas vidas. Não importando que na mídia, os sujeitos com corpos definidos tendam a ser babacas. Correção: babacas que comem todas (assim pensamos).

Nota do tradutor: Quem aqui nunca viu uma reportagem falando de abuso de esteróides?

 

#4. Só homens gostam de pornografia

Os cafetões que criam o mundo do merchandising sabem há décadas que o melhor jeito de captar a atenção (e o dinheiro) de um homem é com grande abundancia de Ps e Bs. Homens se alinham para comprar armas de grosso calibre desde que haja uma mulher pouco vestida em uma pose submissa dizendo o quão maneiro vai ser.

Mas e mulheres? Acredita-se largamente que o sexo frágil não é afetado por imagens eróticas do mesmo jeito que os homens são. E não só em marketing, mas em filmes, revistas ou qualquer outra forma em que possa aparecer. Que é a razão de não haver garrafas de condicionadores com anabolizados meio pelados.

No entanto…
De acordo com esse estudo, os cérebros femininos reagem tão rapidamente a imagens eróticas quanto os de homens – e talvez a reação possa ser ainda mais forte.

Elas até usam “circuitos” diferentes para processá-las em oposição aos caminhos reservados para as imagens do dia a dia. Usando eletrodos EEG para monitorar atividade cerebral, pesquisadores mostraram a mulheres fotos que variavam do agradável ao perturbador. Tudo estava bem ate serem mostradas fotos que mostravam casais em poses sensuais.

Imagens eróticas fizeram os neurônios dispararem a 160 milissegundos, o que é 20% mais rápido que mesmo a mais rápida das reações a fotos não eróticas – mesmo que essas fotos representassem perigo imediato, como um animal feroz.

Onça raivosa: Menos interessante que um pênis.

Se você já ouviu historias sobre como erotismo acende mulheres apenas se elas tiverem algum tipo de passado ou conexão emocional com o que esta acontecendo, mantenham isso em mente: 160 milissegundos significam que os cérebros femininos acendiam em resposta a gente pelada bem antes de elas conscientemente registrarem o que estavam vendo. Bem antes da parte pensante do cérebro se aquecer, elas já tiveram um reflexo animal que gritou“OLHA! UM PAU!”.

Nota do Tradutor: Fico feliz em rachar um filme pornô.

 

#5. Mulheres não são tão taradas quanto os homens

No tópico de impulso sexual, todo mundo conhece os gêneros: homens são porcos sem vergonha que vão traçar qualquer coisa que tenha batimentos cardíacos, e mulheres só estão interessadas em fazer amor que as satisfarão em um nível emocional.

Pensem nas suas adolescências e parecerá evidente, não é? Garotos são tão direcionados ao sexo que eles devem literalmente esconder seus pênis eretos com calças folgadas e cadernos e mochilas bem posicionados. Garotas raramente têm esse problema. E como adultos, sabemos que o público pornô é composto majoritariamente por homens e não mulheres. É o que diz o instituto Kinsey. Obviamente, homens se interessam muito mais por sexo. Caso encerrado.

No entanto…
Mulheres provavelmente sentem tanto tesão quanto os homens – elas só não querem que nós saibamos. O “leque e sorriso discreto” são um pouco mais elegantes que “um cassetete nos seus jeans”.

Um estudo recente inquiriu um grande grupo de controle sobre o seu comportamento sexual, mas com uso de alguns bons meios de controle. Um grupo deu as suas respostas enquanto conectados a um polígrafo (detector de mentiras), enquanto que um segundo grupo foi colocado com um pesquisador e avisado que suas respostas seriam monitoradas. Foi dito a um dos grupos de controle que suas respostas permaneceriam anônimas.

Aconteceu que quando as mulheres encaravam a possibilidade de alguém ver as suas respostas (o grupo com o pesquisador na sala) elas todas passavam a participar de um concurso de miss castidade, relatando apenas metade do numero de parceiros sexuais relatados pelo grupo com o detector de mentiras. Mas as mulheres nos detectores relataram mais parceiros sexuais que os homens no mesmo grupo de controle.

“Bem, tem o ménage semanal, a orgia mensal, e o anônimo ocasional.”

Especialistas interpretam isso como as mulheres se sentindo “pressionadas a aderir expectativas de gênero que indicam que elas deveriam ser mais orientadas a relacionamentos e deveriam evitar ser vistas como promíscuas”. Como o experimento das bombas, tire o que a sociedade espera de nós, e as verdadeiras cores aparecem.

Nota do Tradutor: Se alguém conhecer o endereço de quem criou essa expectativa social, me passem, por favor, para eu tacar uma dez bombas na casa do sujeito.

 

#6. Mulheres não são tão agressivas

Existe uma canção de ninar inglesa que fala do que as meninas e os meninos são feitos. Garotos são feitos de anfíbios errantes, moluscos e partes de cachorrinhos enquanto que as meninas são açúcar, tempero e tudo o que há de bom (sem elemento X). Seria adorável se também não gerasse expectativas de gênero para o resto da vida.

Pelo menos ela não ensina a atirar o pau no gato.

Quando crescemos, mulheres são penalizadas por mostrar muita agressão, enquanto homens são recompensados por exibir o mesmo comportamento.

Às vezes, com milhões de dólares.

No entanto…
Mulheres podem ser a mais agressiva dos sexos. Pesquisadores descobriram que quando você desindividualiza uma pessoa –ou a coloca num lugar ou situação onde ela não tenha uma identidade individual –atitudes agressivas são ampliadas. Faz sentido. Talvez seja o porquê dos soldados do exército terem de usar o mesmo uniforme, e de boy bands serem tão mariquinhas.

Bem, eles testaram isso em laboratório fazendo homens e mulheres jogarem um vídeo game interativo onde se devia matar outros jogadores jogando bombas em cima deles.

Eles descobriram que em circunstâncias normais, os homens jogavam muito mais bombas. Mas nos grupos desindividualizados, as mulheres superavam em ataques todas as vezes, com uma média de 5 bombas a mais jogadas por sessão.

Encarem os fatos, vocês estão viciadas em genocídio.

Colocar pessoas, mulheres particularmente, em uma situação onde elas são anônimas e não devem se submeter a convenções sociais é muito poderoso psicologicamente. E por muito poderoso, queremos dizer que as transforma em maquinas de matar insensíveis.

Depois de tudo isso que vocês leram (espero que tenham lido tudo mesmo, até os links, senão não vão entender porra nenhuma nada) só tenho uma coisa a dizer pra vocês:

 

yeah science bitch

E aí feministas, onde está o seu Deus agora? Algo me diz que lágrimas escorrerão…
Rage is about to come! Brace yourselves.

 

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